É tão cedo para ires embora
O fogo em brasa ainda nem se desfez
E o que do tempo mais importa
Se de bruços me ofereço a tua mercê
Se no leito indistinto da aurora
Feixes pintam sombras em minha tez
Que prestante assume a forma
Do teu mais incauto prazer
Se o membro teso em ti acorda
Num esfaimado delírio
E teu espírito atiçado recorda
Meu corpo contorcido
Então, antes de ires embora
Para o vazio frio da rua
Nesta cama inunda-me agora
Com tua seiva mais bruta

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